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Aprenda a controlar o fluxo de caixa de seu consultório com precisão

Se você é empreendedor do ramo odontológico e possui uma clínica ou consultório, deve saber o quanto é imprescindível desenvolver uma gestão financeira eficiente e ter um bom controle do seu fluxo de caixa. Essa é uma parte importante para manter o consultório mais competitivo e, consequentemente, mais lucrativo para o dentista-gestor. Entretanto, gerenciar financeiramente um negócio não é uma tarefa simples.

Em primeiro lugar, é preciso ter em mente que a área financeira é o coração de uma empresa e que o caixa é a alma financeira de todo negócio. É no caixa que se registram os fluxos de entrada (receitas) e de saída (despesas) da clínica, permitindo ao cirurgião-dentista apurar a lucratividade de sua atividade e analisar a situação  financeira do seu negócio, identificando a necessidade de mudanças e melhorias.

Sendo assim, o primeiro item que os dentistas-gestores que desejam ter uma clínica próspera precisam dar atenção é o fluxo de caixa, ferramenta que permite o controle efetivo da movimentação financeira do negócio. Basicamente, o item consiste no registro de todas as movimentações financeiras – tudo que entra e tudo que sai. O fluxo financeiro da clínica ou consultório pode ser analisado diária, semanal ou mensalmente, a depender dos objetivos e do tempo que cada dentista-gestor possui para se dedicar a essa tarefa. Mas os registros (lançamentos) devem ser feitos diariamente. 

De maneira geral, para fazer o fluxo de caixa, é preciso que o profissional anote tudo – o dinheiro que entra com atendimentos, procedimentos e exames, e o dinheiro que sai, como os gastos com despesas conta de água, energia elétrica, salários, impostos, manutenção de equipamentos, pro-labore, entre outros. Quando todos os valores são registrados, é possível, através de gráficos, visualizar a performance financeira da clínica através de inúmeros indicadores, como a receita mensal, despesas mensais, margem de contribuição, tíquete médio, ponto de equilíbrio.

Para fazer um fluxo de caixa eficiente a fim de evitar os problemas com o pagamento de contas, o Consultor de Dentistas separou três importantes dicas que vão te ajudar. Veja:

Como fazer um fluxo de caixa

O fluxo de caixa pode ser feito manual ou informatizado, a depender do que o dentista-gestor prefere. No formato manual, é possível usar folhas pautadas ou com formatos de tabelas para ter melhor controle sobre todas as contas do período que será analisado (dia, semana ou mês). Uma boa dica é utilizar um Livro Caixa, que encontra-se em qualquer papelaria, e que permite o melhor controle das contas por conta da visualização gráfica. Apesar de ser preferido por alguns profissionais, o método manual tem uma desvantagem: não é possível gerar relatórios, gráficos e tabelas de forma automática. Por isso, é comum que o gestor invista bastante tempo na tarefa.

Como o tempo não é algo abundante na rotina de um dentista-gestor, o método informatizado é o mais aconselhado, já que, ao registrar de forma computadorizada todaa movimentação financeira da clínica, o profissional consegue gerar gráficos e relatórios de maneira automática. Para isso, é possível utilizar desde ferramentas mais simples até as mais complexas, como planilhas do excel a softwares de gestão.

Separe as entradas e as saídas de dinheiro

A segunda dica refere-se à separação das entradas e das saídas de dinheiro do consultório. O primeiro passo é focar nas entradas de dinheiro, ou seja, verificar quais são os procedimentos que podem gerar lucro ao negócio, como: consultas, planos de saúde e exames. Posteriormente, é preciso dar atenção às saídas de dinheiro, ou seja, tudo aquilo que se configura como custo ou gasto, a exemplo de: aluguel, salários de funcionários e pagamento de contas fixas.

Ao realizar essa análise, é possível verificar, entre outras coisas, quais são os procedimentos odontológicos mais rentáveis da clínica, bem como quais planos e convênios garantem mais lucro para os negócios. Ao chegar a esse resultado, é possível que o dentista-gestor foque nessas questões para aumentar a receita.

Contas pessoais X Contas do consultório

Por último, mas não menos importante, é preciso que o dentista-gestor saiba separar as contas pessoais (PF – Pessoa Física) das contas do consultório (PJ – Pessoa Jurídica). Ao realizar essa divisão, o profissional consegue verificar quanto gasta e quanto recebe em seu negócio, exclusivamente. Para que se consiga separar o dinheiro do dentista do dinheiro da clínica, é preciso definir um pro-labore – que corresponde ao salário do profissional – e fazer a retirada desse valor do caixa do consultório, em datas específicas. É válido lembrar que a organização é um ponto muito importante para fazer um bom fluxo de caixa.

Precisa de ajuda profissional para melhorar a performance de seu consultório? Entre em contato conosco. Nós, Consultores de Dentistas, somos especialistas em oferecer soluções para clínicas e consultórios odontológicos.

Autor: Fábio Iwakura

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